Obra em formato de site. Clique na imagem para acessar.
Textos produzidos pelos alunos do curso de Escrita Criativa, ministrado pela professora Noemi Jaffe, na Casa do Saber.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A Esfinge do Saber, por Sylvia Beatrix.
Uma vez aqui não há mais saída. De aula em aula, frases, textos e palavras monitoradas pelo relógio e apresentadas por ela e absorvidas por todos. Ao final, temos à nossa frente um caminho a escolher. Caminhos são escolhas e cada escolha significa que estamos descartando algo. A obviedade nunca está lá presente, só nesta última frase. O que fazer? O que fazer? O que fazer!!!??? Só há uma entrada e uma saída para possibilidades diversas de caminhos a serem percorridos. Porém, um único poderá levá-lo ao êxito.
Poesia fica de fora, o que vale é a prosa. Prosa, é aquele jeito gostoso de falar, ao pé do fogão com café feito na hora, sendo acompanhado de pão de queijo. Coisa de mineiro, baiano, gaúcho ou, prá ser mais simples, coisa de brasileiro. Jeito de contar história, falar de amor, de ódio ou de quando nada está acontecendo. Isso também vale – e rende muito assunto, prosa prá mais de metro!
O complicômetro surge quando, no meu caso, sendo mulher e cheia de botões mentais, fico sem conseguir me decidir qual deles apertar, qual caminho seguir e por onde andar. É uma mistura de Minotauro com Esfinge – se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.
A única certeza, é que uma vez aqui não há mais saída.
Poesia fica de fora, o que vale é a prosa. Prosa, é aquele jeito gostoso de falar, ao pé do fogão com café feito na hora, sendo acompanhado de pão de queijo. Coisa de mineiro, baiano, gaúcho ou, prá ser mais simples, coisa de brasileiro. Jeito de contar história, falar de amor, de ódio ou de quando nada está acontecendo. Isso também vale – e rende muito assunto, prosa prá mais de metro!
O complicômetro surge quando, no meu caso, sendo mulher e cheia de botões mentais, fico sem conseguir me decidir qual deles apertar, qual caminho seguir e por onde andar. É uma mistura de Minotauro com Esfinge – se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.
A única certeza, é que uma vez aqui não há mais saída.
Blog da Gigi - Último post, por Marilei Zanini
![]() | ||||
| Pôr-do-sol: quantas dimensões no labirinto? |
Dúvidas de Labirinto, por Isabela Quintella.
Descarto lugares onde exista o fracasso dos iguais.
O imperfeito eu não quero,mas será que extrair a miséria feia é tirar da luz a
escuridão? Não sei. E os deuses de que lado ficam? Pergunto com os dedos
aos meridianos e paralelos, rede que nos separa do infinito, se encontrarei
respostas na esfera que gira. Na varanda a tulipa vira o amarelo da noite
negra.
A flor amarela e efêmera se iguala a mim em existência, mas quem lida
melhor com o tempo ela ou eu?Pensamentos distantes a tornam uma gota
âmbar para a visão“-Vê,Jeová como me tornei desprezível”,a frase sai do
livro que esta na cabeceira e cai na boca da flor.Desprezível ?É assim que a
tulipa amarela se comporta quando põe no lugar do espelho o relógio.E eu
como reagirei ao tempo?E os Deuses de que lado ficarão ...Do meu ou dos
séculos?
Sem roteiro a pergunta adentra vagarosamente a brancura da alma,alvejando,
embranquecendo, via Láctea e a dúvida em nanquim se espalha em meia noite
interpretando a perplexidade.
O imperfeito eu não quero,mas será que extrair a miséria feia é tirar da luz a
escuridão? Não sei. E os deuses de que lado ficam? Pergunto com os dedos
aos meridianos e paralelos, rede que nos separa do infinito, se encontrarei
respostas na esfera que gira. Na varanda a tulipa vira o amarelo da noite
negra.
A flor amarela e efêmera se iguala a mim em existência, mas quem lida
melhor com o tempo ela ou eu?Pensamentos distantes a tornam uma gota
âmbar para a visão“-Vê,Jeová como me tornei desprezível”,a frase sai do
livro que esta na cabeceira e cai na boca da flor.Desprezível ?É assim que a
tulipa amarela se comporta quando põe no lugar do espelho o relógio.E eu
como reagirei ao tempo?E os Deuses de que lado ficarão ...Do meu ou dos
séculos?
Sem roteiro a pergunta adentra vagarosamente a brancura da alma,alvejando,
embranquecendo, via Láctea e a dúvida em nanquim se espalha em meia noite
interpretando a perplexidade.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Nove Veiz Fora, por Adriana Rossatti.
Vai. Vai. Vai. Num reclama. Num respira. Tu tem músculo rapá. Tu tem músculo. Larga a mão de se olhar no espelho, rapá. Tá bunito. Tá bunito. Vou seguir pela entrada norte. Se tiver muito escuro, já boto um pente. Respirô, BANG. Vai pipoco. Mira a testa. Mira as idéia. BANG. Num tem que pensar, rapá. BANG. BANG. BANG. Se for pensar não faz. Quem pensa não faiz. Tu é homem que faiz. Resolve essa merda. Moraliza a parada. Bota respeito. Bota respeito. Se liga, rapá. Só no respeito. Ai, porfavor, porfavor... Porfavor teu cú. BANG. Três porta na frente, ou vira a direita e segue pelo corredor. Fica esperto que o cuturno faz barulho. Piso liso do cacete. Só no rastro vermelho e preto. Fica esperto, rapá. Num pisca. BANG. CALA A BOCA! Num pisca. BANG. Se liga nos gambé. Shhhh. QAP. QAP... envolvia uma mente muito perturbada... Olha os cara, rapá! Olha a entonação no MUITO perturbada. HAHAHAHA. Não sabem nada. Não sabem nada. BANG. Conta as bala. Tem quanto ainda de vida? Foi um de cara na entrada norte, três na escada, três no banheiro. Dois seguindo o corredor. Nove veiz fora. Foi. Bota o pente. Respira. Guarda a saída, rapá. Guarda a saída. Vira a esquerda, duas portas, sobe. BANG. BANG. Errei. BANG. Vai escapar. Vai escapar. BANG. Filhadaputa. BANG. Só pra largar a mão de ser espertinho. Quase o pente todo, viado. VIADO. Foi 5, de nove. Falta 4. Nove veiz fora. Vai. Segue a tubulação. Segue os gambé. QAP... QAP... Uma experiência desagradável. Nesse caso horrível... Num vai vazar um. Num vai vazar um. BANG. Porra de luz. Vai no escuro. Vai no escuro. BANG. BANG. BANG. UHUUU! Night vision, rapá. Tu é coruja. Tu é corujão. Bota o pente. BANG. BANG. Ui, nu olho. BANG. Filhadaputa, corre. Corre que é mais legal. BANG. BANG. Quero gritá, quero gritá. BANG. AHHHHHH! BANG. Já foi. Já passei aqui. Merda. Já passei aqui. Volta no escuro. Tu é coruja rapá. BANG. Vai espirrá na mãe, seu porra. BANG. Pente. Cadê o pente? Putaqueopariu. Cadê o pente? Caralho. O pente. O pente. Volta na porta. Volta na escada. Cadê a escada? Pente. Sumiu os pente. Merda. Último pente de merda. Último pente de merda. AHHHHHHHHHHH! BANG. BANG. BANG.BANG.BANG. Sujô. BANG. Foge. Foge, rapá. Corre que tu faiz. BANG. Se liga a porta. Vai dar nos cara. BANG. Olha a luz. Olha a luz. Sujô. Sujô rapá. BANG. Vai que é tu. Vai. Vai. Vai. Quem te pipoca é tu. Quanto foi no pente? Teve a curva. Teve o... Teve o no armário. Cinco no ar. Cinco? Quanto foi? Onde? Caralho, rapá. O pipoco é teu. O último pipoco é teu. Vai. Arma. Nove veiz fora... CLIC.
O Horror tem uma face, por Elza Tamas.
E ai gordinho? Eu não vou matar você não, pode parar de tremer, eu já disse eu não vou matar você, porra! Diz aí, quem você quer que eu mate? Conta ai quem foi que ficou te zuando te chamando de porcão, de rolha de poço? Fala aí, gordinho! Não! não pode cobrir o rosto, nem com mascara, nem com camisa, tá no regulamento, quero ver a tua cara, fofão. Deixa eu ser a sua justiça, mostra com o dedo, ah! foi este magrelinho branquelo aqui?, bala nele, pronto, outro anjinho. E este aqui com cara de riquinho?, morre babaca!, mais alguém?, mostra ai! Aqui xará, 1+1+1+1=190.000.000 de espectadores, você vai ver, todo mundo vai saber de você. Vai sair no jornal, na televisão. Vai vomitar? Cagão. Outro Wellington. Já foram uns 13, faltam 23, meu número de sorte. 13+23=36, noves fora ,zero. Só saio daqui morto. Minha vida é matemática. Por que será que meu pai nunca me disse para não coçar o saco?Por que será que ele nunca me ensinou a escovar o dente com aquela espuma leitosa? Por que será que ele me criou para viver feito bicho? E isto aí, Wellington. Como não? Wellington sim, xará. Você é Wellington também. Tá cheio de Wellington no mundo. Daqui a dez anos você é que vai estar aqui no meu lugar. Deste labirinto xará, não tem saída.
Por que será que meu pai nunca me disse para não coçar o saco?Por que será que ele nunca me ensinou a escovar o dente com aquela espuma leitosa? Por que será que ele me criou para viver feito bicho?
O Tigre Branco - Aravind Adiga
Não pode cobrir o rosto, nem com mascara, nem com camisa, tá no regulamento
Globo esporte sobre o caso Neimar
Por que será que meu pai nunca me disse para não coçar o saco?Por que será que ele nunca me ensinou a escovar o dente com aquela espuma leitosa? Por que será que ele me criou para viver feito bicho?
O Tigre Branco - Aravind Adiga
Não pode cobrir o rosto, nem com mascara, nem com camisa, tá no regulamento
Globo esporte sobre o caso Neimar
Assinar:
Postagens (Atom)


